sexta-feira, 4 de janeiro de 2008


"I guess when you're young, you just believe there'll be many people with whom you'll connect with. Later in life, you realize it only happens a few times..."


Before Sunset

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
Cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
Para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
Mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
Novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
Mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
Você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
Não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta
Não precisa chorar de arrependimento pelas besteiras consumadas
Nem parvamente acreditar
Que por decreto da esperançaa partir de janeiro as coisas mudem
E seja tudo claridade, recompensa,
Justiça entre os homens e as nações,
Liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
Você, meu caro, tem de merecê-lo,
Tem de fazê-lo de novo,
Eu sei que não é fácil,
Mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
Cochila e espera desde sempre.




Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Moda


De repente muda
Vejo tudo diferente, coisas excêntricas nas ruas

Cores escuras, várias esculturas
Implícita censura
Xadrez ali, bolinhas acolá
Nem um floral para animar
Calças skinny
Skinny
Vejo nada diferente, nada excêntrico à mente
Virou monotonia
monotonia das minhas retinas

Mudou de novo
Agora são flores e mais flores...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007


Iaiá, se eu peco é na vontade
De ter um amor de verdade
Pois é que assim um dia eu me atirei
E fui te encontrar pra ver que eu me enganei...
[...]
Deixa ser como será!
Quando a gente se encontrar
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar...
Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante - Retrato pra Iaiá

quinta-feira, 22 de novembro de 2007


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e memdo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho, de perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
Medo circulando nas veias ou em rota de colisão
Medo é de deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá



Miedo - Lenine e Julieta Venegas