sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Bagatelas Psíquicas



E quando tudo parece irreal
O que quero é encontrar um belo par de olhos
Escuros ou não
Profundos em vão

Quando minha mente se afoga em delírios
Nada me arranca a beleza
Nada me destrói a destreza

Nem mesmo o fato de ser só
Quando não tenho ninguém
Subo no meu falso pedestal
E mostro os dentes falsamente
A qualquer tapado boçal

Procuro retinas, de alguém, vazias
Cheias de ternura

Espero por lábios oriundos
Que me recitem versos fajutos
De manhã ou ao anoitecer

Brinco de ritmar períodos toscos
Sobre insites de inspiração repentina
Sobre instantes de vida mal-vivida
Sobre infortúnios de paixões quase esquecidas
Que alguém, algum dia, há de cantar


É... mais um. Talvez esse seja definitivo. Acontece que ainda não encontrei algo que me realize.

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